Google App Engine

Em Abril assistir uma palestra no CIn/UFPE sobre a poderosa Google, por um colaborador da mesma. Hoje, buscando temas para postar no blog, lembrei da ótima palestra.

O tema central era Clouding Computing, surgindo assim o assunto “O que o Google faz por você”, na verdade, não com essas palavras. Foi ai que conheci o Google App Engine (que na época permitia o uso da linguagem JAVA), esse serviço permite que suas aplicações web possam ser executadas diretamente dos servidores da Google. Até hoje me pergunto qual é a sacada da google e estou cada vez mais certo que ela pretende “dominar o mundo”, motivos a parte…

Eu fiz uso da ferramenta e gostei do que vi, pois em pouco tempo posso disponibilizar aplicações pesadas na web, ficando tranquilo no quesito robustez, pois sei que o servidor suportará uma carga enorme de acesso (não que vá precisar). O armazenamento segue a linha dos demais serviços, onde a cada momento o crescimento se torna gradual, além das facilidades de se ter um servidor para aplicativos JSP gratuito.

Sendo assim, uma indicação para aquele que pretende criar aplicações web, visitem o link e vejam se te satisfaz. Eu não indicaria para uso comercial (por enquanto), não sabemos que forças estão por traz dessa inovação.

Para aqueles curiosos, algumas aplicações estão disponíveis em: http://appgallery.appspot.com/

Observação: Não é possível excluir um aplicativo no Google App Engine. Você pode registrar até 10 IDs de aplicativo por conta do Google.

Powered by Google App Engine

Estudos no Canadá

Apesar do atraso, vai uma dica para o próximo ano…

O programa GSEP oferece bolsas de estudo de curta duração a estudantes de Mestrado e Doutorado para realizar pesquisa em uma universidade canadense pública ou instituto de pesquisa afiliado, durante um período mínimo de quatro e máximo de seis meses.

Durante o período em que estiverem no Canadá sob o programa GSEP, os estudantes continuam vinculados as suas universidades de origem no Brasil, responsáveis pelo pagamento de suas mensalidades e taxas.
O prazo de inscrição encerra-se em 22 de maio de 2009.
Os estudantes deverão iniciar sua pesquisa no Canadá até 15 de março de 2010.
Elegibilidade: Os estudantes devem ser cidadãos brasileiros que estejam cursando Mestrado ou Doutorado em período integral;

É desejável que haja um acordo vigente entre a instituição canadense e a universidade do estudante no Brasil. Caso não exista nenhum acordo de cooperação de pós-graduação, serão consideradas também as candidaturas referentes a pesquisas de pós-graduação, que envolvam uma nova ou já estabelecida colaboração entre professores de universidades canadenses e brasileiras que desejam desenvolver uma parceria institucional.

Temas/Áreas elegíveis: Aberto a todas as disciplinas, incluindo programas interdisciplinares. Projetos com teor de pesquisa científica terão prioridade.

Valor: Serão acordadas bolsas no valor de $ 7.500 dólares canadenses por estudante para um período de 4 meses e de $ 10.000 dólares canadenses por estudante para um período de 5 a 6 meses. O pagamento será realizado diretamente à universidade canadense, que cobrirá as despesas relativas à emissão do visto, passagem aérea, seguro-saúde, livros e equipamentos para pesquisa e uma subvenção de $1,200 dólares canadenses mensais ao estudante para subsistência.

Observações: É a instituição canadense que deverá apresentar a candidatura em nome do estudante interessado;

O estudante deverá contactar a assessoria internacional de sua universidade e professores para se informar sobre os acordos de cooperação existentes com universidades canadenses.
Para referência, uma lista de acordos está disponível neste site (somente em inglês) (favor notar que esta lista pode não conter todos os acordos atualmente em vigor); Informações adicionais sobre o GSEP, em francês e inglês, estão disponíveis neste site (somente em inglês, e francês).

Em caso de dúvidas, favor contactar: Assessoria para Assuntos de Educação e Diplomacia Pública Embaixada do Canadá Email: academic.bsb@international.gc.ca ou academique.bsb@international.gc.ca

Sobre o Canadá (A era do gelo)

Iniciando as informações sobre a imigração do Canadá… 

Revista Época – no. 561 -16/02/2009, p.76
FAREED ZACARIA
Colunista Editor-chefe da edição internacional da revista News Week e escreve em Época quinzenalmente

O lendário editor da New Republic, Michael Kinsley, fez uma vez um concurso da Manchete Chata e decidiu que a vencedora era “Uma iniciativa canadense válida”. Vinte e dois anos depois a revista foi salva de seus problemas econômicos por uma companhia canadense de mídia, o que deveria ter ensinado, a nós, americanos, a ter um pouco de humildade. Agora há ainda mais provas das virtudes do Canadá.

Adivinhe qual é o único país do mundo industrializado que não viu uma única falência bancária nem pedidos de socorro financeiro ou intervenção do governo no setor financeiro ou de hipotecas? Foi o Canadá. Em 2008 o Fórum Econômico Mundial classificou o sistema bancário do Canadá como o mais saudável do mundo. O dos Estados Unidos ficou em 40º. Lugar, o do Reino unido em 44º. O Canadá fez mais que sobreviver a esta crise financeira: está prosperando nela. Os bancos canadenses estão capitalizados. O Toronto Dominion era o 15º. Banco da América do Norte há um ano. Agora é o 5º. Ele não cresceu, os outros é que encolheram. Qual é o segredo dos canadenses? Bom senso. Nos últimos 15 anos, enquanto os EUA e a Europa afrouxaram o controle sobre a indústria financeira, o Canadá se recusou a seguir a tendência. Os bancos canadenses são em média alavancados a 18 para 1 – comparado aos bancos americanos a 26 para 1 e bancos europeus a assustadores 61 para 1. Em parte, isso é reflexo da cultura canadense de negócios, mais avessa a riscos, mas também é produto das antigas regras sobre bancos.

O Canadá também foi protegido dos piores aspectos desta crise porque seus preços de imóveis não flutuaram tão loucamente quanto nos EUA. Os preços dos imóveis caíram 25% nos EUA, mas apenas metade disso no Canadá. Por que? A lei canadense não permite maciço consumo acima das possibilidades que a lei americana permite: juros sobre a hipoteca não podem ser descontados dos impostos de Renda lá no norte. Além disso, empréstimos para compra de casa própria nos Estados Unidos não tem “direito de retorno”, o que significa que, se você der um calote, é um problema do banco. No Canadá, o problema é seu. Você ouviu políticos americanos falarem da necessidade desses programas para permitir ao cidadão realizar o sonho americano da casa própria. Sessenta e oito por cento dos americanos são donos de suas próprias casas. E qual é a taxa no Canadá? É 68,4%.

O Canadá foi notavelmente responsável nos últimos anos. Foram 12 anos de superávit no orçamento, e agora o país pode gastar o dinheiro para alimentar uma recuperação. O governo reestruturou o sistema previdenciário colocando-o numa situação fiscal firme, ao contrário da seguridade social insolvente dos EUA. Seu sistema de saúde é mais barato que o americano (equivale a 9,7% do PIB em relação a 15,2% nos EUA) e funciona melhor em todos os indicadores importantes.

Os EUA têm um sistema de imigração burro. Um pequeno número de vistos de trabalho e de permanência é emitido, mandando embora estudantes talentosos. O Canadá não tem limite para o número de imigrantes treinados que podem se mudar para o país. O Visto Canadense para Trabalhador Treinado é concedido com base no nível educacional, experiência profissional, idade e habilidade com o idioma. Em 2007 a Microsoft, frustrada com a incapacidade de contratar estudantes de pós-graduação estrangeiros nos EUA abriu um centro de pesquisa em Vancouver. O anúncio da empresa dizia que ela iria preencher as vagas com “pessoas altamente treinadas afetadas por problemas de imigração nos EUA”. Assim, brilhantes engenheiros de software cineses e indianos, treinados em universidades americanas, foram atirados para fora do país e pegos pelo Canadá – onde a maioria vai trabalhar, inovar e pagar impostos.
Se o presidente Obama está procurando um governo esperto, há muito o que ele pode aprender do calmo – O.K. ‘às vezes tedioso – vizinho do Norte. Enquanto isso, nos fóruns do mundo financeiro, o Canadá pressiona por novas regras para as instituições financeiras, que reflitam sua visão. Isso chama a minha atenção como uma, bem, iniciativa canadense válida.

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